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Estado não se responsabiliza pelos danos

Face as inquietações que vem sendo levantadas por alguns cidadãos, cujas propriedades ou bens foram vandalizados ou assaltados por manifestantes, o Ministro dos Transportes e Comunicações, Antonio Munguambe, disse que "em nenhuma parte do Mundo há ressarcimento por parte do Estado quando haja danos provocados por levantamentos sociais".

Isto significa que os comerciantes que viram suas lojas, estabelecimentos ou outro tipo de propriedade afectados pelos disturbios terão eles próprios que arcar na totalidade com os custos de reparação.

Quase a totalidade dos comerciantes ainda nao têm as suas perdas já contabilizadas, esperando iniciar este trabalho hoje (Quinta-feira), que a vida começa a voltar à normalidade, nao obstante o "braco de ferro" dos "chapas" que condicionam a retomada das suas actividades aos resultados das renegociacoes das tarifas em curso entre o Governo e a Federacao Mocambicana dos Transportadores Rodoviários (FEMATRO) desde Terça-feira.

Excepção é a Escola Secundaria "Armando Emilio Guebuza", localizada no bairro do Chamanculo e inaugurada há sete meses, onde os estragos resultantes de actos de vandalismo são avaliados em um milhão de Meticais (cerca de 40 mil dolares norte-americanos), segundo representantes do Projecto "Olhar de Esperança", entidade patrocinadora da construção daquele estabelecimento de ensino.

Dentre os estabelecimentos comerciais vandalizados, conta-se o Armazém da Empresa Sasseka, na Praça dos Combatentes, que foi saqueado e depois incendiado, a recém-inaugurada agencia do Banco ProCredit, localizada no Bairro Jorge Dimitrov, conhecido popularmente por Benfica, cuja vidraria ficou estilhaçada.

Há um incontável numero de viaturas de singulares vandalizadas, queimadas em quase todos os locais onde se registou tumultos, para alem de vários "chapa" e duas viaturas da policia e de algumas empresas que também não escaparam aos incêndios.

Óbitos confirmados situam-se em três, dois adultos e uma criança, todos vitimados por balas perdidas das forças policiais que operavam para controlar as manifestações que chegaram a ganhar contornos de violência. Os familiares das vitimas procuravam, até a tarde de Quarta-feira, alguma forma de contacto com as autoridades devidas para alguma forma de responsabilização e apoio para os funerais.

O número de pessoas que procuraram assistência médica desde Terça-feira chega a uma centena, cujo mal estar era resultado de intoxicações com gás lacrimogêneo lancado pela Policia, ferimentos por agressão física e armas de fogo, queimaduras, entre outros problemas.

Focos de desordem ainda se registaram durante a Quarta-feira em alguns bairros, o que faz antever que os danos materiais ainda poderão aumentar.

Entretanto, reina significativa calmia nas cidades de Maputo e Matola e seus arredores, onde a quase totlaidade das actividades voltaram a funcionar dentro da normalidade, como é o caso do comercio, das instituicoes. O grande problema sao os atrasos ou mesmo ausencia de alguns funcionários e professores e estudantes devido a continua crise de transporte.
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