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Guebuza investido patrono no movimento escutista

Maputo, 22 Fev. (AIM) - O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, considerou hoje ser "urgente e instrumental" a participação dos jovens e escuteiros na luta contra a pobreza em Moçambique, sendo imperioso que, para o efeito, estes se preparem e se apliquem na sua formação integral, associando a ciência e a técnica, os valores morais e éticos, a história e as tradições do povo.

O Chefe de Estado moçambicano falava, em Maputo, no decurso da cerimónia que marcou a sua investidura ao cargo de Patrono do Movimento Escutista Nacional, até então assumido pelo antigo presidente de Moçambique, Joaquim Chissano. Na mesma cerimónia, Chissano foi investido ao cargo de Presidente do Conselho Nacional da Liga dos Escuteiros de Moçambique, anteriormente assumido pelo Reitor da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), Brazao Mazula.
    
"Referimo-nos a uma formação que cultiva, entre outros, o patriotismo, o civismo, o altruísmo, o humanismo, a criatividade e a produtividade", disse Guebuza, para quem "uma juventude dotada destas capacidades, valores e virtudes saberá, mais condigna e responsavelmente, assumir os destinos do seu pais inteiro".
    
Para lograr os seus intentos e para garantir eficiência das suas acções, segundo ele, a juventude moçambicana deve organizar-se.
    
Guebuza considerou o associativismo juvenil como sendo uma forma efectiva de organização dos jovens para a realização das suas mais nobres aspirações, representando "uma das pedras angulares para a gestão e o pronto atendimento dos assuntos da juventude moçambicano".
    
Na ocasião, o presidente moçambicano enumerou vários exemplos de envolvimento dos jovens nos diferentes domínios e fases da história de Moçambique, com destaque para a luta de resistência contra a ocupação estrangeira e pela independência do país.
    
Neste contexto, de acordo com Guebuza, foi possível tirar algumas lições, uma das quais aponta que "a juventude sempre se colocou na linha da frente dos processos políticos e sociais", e a outra é de que, quando os jovens se sentem "suficientemente motivados e inspirados, não há obstáculos que não consigam transpor para realizarem os seus sonhos".
    
Ele reconheceu a abnegação e o humanismo que caracterizam o escutismo e o sentido de responsabilidade que este movimento cultiva `a  juventude, cujas acções se realizam, na maioria dos casos, em contacto com a natureza, dando a oportunidade a que os jovens entendam a harmonia entre o meio ambiente e as diferentes actividades que nele se desenvolvem.
    
Segundo o presidente, o escutismo traz mais uma valia ao ensino formal da ciência e técnica, dado que proporciona aos jovens a escola da vida.
    
"Por isso mesmo o escuteiro é e deve ser um cumpridor exemplar dos seus deveres para com a família e para com a Pátria", exortou, acrescentando que "a vida escuteira é também caracterizada pelo "espírito de servir, a confiança, a lealdade, o respeito, a amizade, a honestidade, a obediência e a entrega total às boas acções de cidadania".
    
Na ocasião, Joaquim Chissano, ora investido Presidente do Conselho Nacional da Liga de escuteiros de Mocambique, disse que os princípios que norteiam esta agremiação tem um certo paralelismo com a Fundação de que ele 'e patrono: a Fundação Joaquim Chissano.
    
O antigo Chefe de Estado moçambicano apontou que tanto a Liga dos Escuteiros como a Fundação trabalham na base de voluntarismo e tem como desafios a promoção da cultura de paz, do desenvolvimento socio-económico e da cultura moçambicana.
    
Chissano era, desde 2000, Patrono do movimento escutista, uma organização que conta actualmente com cerca de 28 mil jovens.

(Fonte: AIM)


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