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Carvão de Benga: aprovado Estudo de Impacto Ambiental da Riversdale

Maputo, 12 Jan. (AIM) – A companhia mineira Riversdale, sedeada na Austrália, diz que já possui uma autorização para realizar o projecto de exploração do carvão de Benga, no distrito de Moatize, província de Tete, no centro de Moçambique.

Segundo um comunicado da Riversdale que AIM teve acesso, assinado pelo seu director geral Steve Mallyon, o Ministério moçambicano para a Coordenação da Acção Ambiental (MICOA) aprovou p Estudo de Impacto Ambiental realizado nos meados do ano passado (2009).

O director nacional de avaliação de impacto ambiental no MICOA, Inácio Bucuane confirmou a AIM que o Estudo do Impacto Ambiental da Riversdale foi aprovado na semana passada, porém a companhia ainda carece de uma licença para iniciar a exploração.

“Aprovou-se o relatório do estudo de impacto ambiental na semana passada, mas a Riversdale ainda não tem licença para iniciar a actividade. Para ter licença é preciso pagar uma taxa, que a Riversdale ainda deve pagar” explicou.

O MICOA é a autoridade reguladora para o ambiente em Moçambique.

A Riversdale prevê o início da mineração e processamento do carvão em 2011, segundo informações avançadas no Estudo de Viabilidade concluído em Julho de 2009.

De acordo com o referido estudo, a exploração do Carvão de Benga vai ocorrer em três etapas alinhadas a conclusão e posterior expansão das infra-estruturas ferroviárias e portuárias de transporte fluvial em barcaças.

Durante a primeira etapa de desenvolvimento, serão extraídos da mina de Benga 5,3 milhões de toneladas por ano, cujo produto final é de aproximadamente 1,7 milhões de toneladas anuais de carvão metalúrgico duro de primeira qualidade, e mais 0,3 milhões de toneladas anuais de carvão térmico para exportação.

A segunda fase deverá iniciar em 2014 e vai incluir a instalação de um segundo módulo na instalação de processamento do carvão, aumentado, desta feita, a produção bruta para 10.6 milhões de toneladas por ano, cujo produto final será composto por 3,3 milhões de toneladas de carvão metalúrgico e 2 milhões de toneladas de carvão térmico para exportação.

De referir que esta fase de produção deverá coincidir com a abertura, no Porto da Beira na província central de Sofala, de um novo terminal de carvão de múltiplos utilizadores, e também com o início das operações de transportes fluviais.

A etapa final prevê uma extracção de cerca de 20 milhões de toneladas anuais, com a instalação de dois módulos adicionais de processamento de carvão.

O cronograma para a implementação desta terceira etapa vai depender das condições futuras do mercado de carvão e da disponibilidade de capacidade portuária, ferroviária e de transporte fluvial por barcaças, entre outros factores.

A mina de Benga possui reservas de carvão estimadas em 273.3 milhões de toneladas, compostas por 181.3 milhões em reservas comprovadas e 92 milhões em reservas prováveis.

Assim, o total dos recursos de carvão é quatro biliões de toneladas dos quais 319.9 milhões de toneladas em recursos medidos, 720 milhões em recursos indicados e 2,9 biliões em recursos inferidos.

A Riversdale assegura que detém 65 por cento, ou seja 169 milhões de dólares norte-americanos para financiar o desenvolvimento da primeira etapa do Projecto de Benga.

Desta feita, o financiamento das fases subsequentes do projecto será providenciado posteriormente.

A Riversdale detém um título de concessão da Mina de Carvão de Benga válido por 25 anos, e ao longo deste período, prevê criar 1.500 empregos directos permanentes, além de outros 4.500 postos de trabalho de forma indirecta, produzindo um grande impacto na economia local.

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