Matchedje classificado Património Nacional
Maputo, 17 Jul (AIM) - Matchedje, povoado onde se realizou o Segundo Congresso da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), em 1968, foi classificado Património Nacional.
A decisão foi tomada pelo Governo moçambicano, na sessão ordinária do Conselho de Ministros, realizada Terça-feira e presidida pelo Chefe de Estado, Armando Guebuza.
Com efeito, o Executivo aprovou o decreto que classifica Matchedje como Património Nacional ecria a respectiva zona de protecção total. De acordo com o Porta-voz do Conselho de Ministros, Luís Covane trata-se de uma área de 95 hectares, que passa a ser protegida e valorizada, devendo estar sob a gestão do Ministério da Educação e Cultura (MEC), instituição que tutela a área da cultura.
Covane referiu que o MEC tem a responsabilidade de regulamentar a gestão do espaço e utilização deste local, que acolheu 170 delegados da FRELIMO ao Segundo Congresso, considerado o de vitória. “O Governo aprovou o decreto que classifica o local histórico de Matchedje como património nacional e cria a zona de protecção total. Neste local realizou-se o 2º Congresso da FRELIMO, em Julho de 1968. Trata-se de uma área de 95 hectares, que passa a ser protegida e valorizada e estará sob a gestão do MEC, que tutela a área da cultura”, disse.
Covane acrescentou que “o que nós queremos é assegurar a conservação e gestão adequada deste espaço que orgulha todos os moçambicanos”. Matchedje é parte do inventário nacional de património cultural, no quadro da lei 10/88 de 22 de Dezembro, que determina a protecção legal dos bens materiais e imateriais do património cultural moçambicano.
O II Congresso da FRELIMO é considerado especial por ter sido o primeiro a decorrer no interior de Moçambique, durante a Luta Armada de Libertação Nacional. Matchedje, localizado no distrito de Sanga, era uma zona libertada da província do Niassa, no Norte de Moçambique.
Naquele histórico evento, segundo se conta, foram tomadas importantes decisões que culminaram com a vitória do povo moçambicano sobre o colonialismo português, daí que seja conhecido como congresso da vitória.
Uma das medidas foi a reafirmação da política de lutar pela “independência total e completa” de Moçambique e não apenas de parte do país. Neste Congresso, Eduardo Mondlane, primeiro presidente da FRELIMO, foi reeleito no seu cargo e Uria Simango foi eleito vice-presidente, assim como foi criado um Conselho Executivo, que incluía a presidência e os chefes dos departamentos.
Para acolher as festividades da passagem dos 40 anos, está a ser reabilitada, em Niassa, a estrada que liga a região de Macaloge à localidade de Matchedje, um trabalho avaliado em um milhão de dólares norte-americanos.
Por outro lado, o local onde decorreu o Congresso está a ser reconstituído, para além de outras obras que se encontram na fase final com vista a dotar aquele povoado de condições para acolher as festividades.
Com efeito, o Executivo aprovou o decreto que classifica Matchedje como Património Nacional ecria a respectiva zona de protecção total. De acordo com o Porta-voz do Conselho de Ministros, Luís Covane trata-se de uma área de 95 hectares, que passa a ser protegida e valorizada, devendo estar sob a gestão do Ministério da Educação e Cultura (MEC), instituição que tutela a área da cultura.
Covane referiu que o MEC tem a responsabilidade de regulamentar a gestão do espaço e utilização deste local, que acolheu 170 delegados da FRELIMO ao Segundo Congresso, considerado o de vitória. “O Governo aprovou o decreto que classifica o local histórico de Matchedje como património nacional e cria a zona de protecção total. Neste local realizou-se o 2º Congresso da FRELIMO, em Julho de 1968. Trata-se de uma área de 95 hectares, que passa a ser protegida e valorizada e estará sob a gestão do MEC, que tutela a área da cultura”, disse.
Covane acrescentou que “o que nós queremos é assegurar a conservação e gestão adequada deste espaço que orgulha todos os moçambicanos”. Matchedje é parte do inventário nacional de património cultural, no quadro da lei 10/88 de 22 de Dezembro, que determina a protecção legal dos bens materiais e imateriais do património cultural moçambicano.
O II Congresso da FRELIMO é considerado especial por ter sido o primeiro a decorrer no interior de Moçambique, durante a Luta Armada de Libertação Nacional. Matchedje, localizado no distrito de Sanga, era uma zona libertada da província do Niassa, no Norte de Moçambique.
Naquele histórico evento, segundo se conta, foram tomadas importantes decisões que culminaram com a vitória do povo moçambicano sobre o colonialismo português, daí que seja conhecido como congresso da vitória.
Uma das medidas foi a reafirmação da política de lutar pela “independência total e completa” de Moçambique e não apenas de parte do país. Neste Congresso, Eduardo Mondlane, primeiro presidente da FRELIMO, foi reeleito no seu cargo e Uria Simango foi eleito vice-presidente, assim como foi criado um Conselho Executivo, que incluía a presidência e os chefes dos departamentos.
Para acolher as festividades da passagem dos 40 anos, está a ser reabilitada, em Niassa, a estrada que liga a região de Macaloge à localidade de Matchedje, um trabalho avaliado em um milhão de dólares norte-americanos.
Por outro lado, o local onde decorreu o Congresso está a ser reconstituído, para além de outras obras que se encontram na fase final com vista a dotar aquele povoado de condições para acolher as festividades.

