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Luísa Diogo enaltece papel da mulher

Maputo, 17 Mar 08 (AIM) – A Primeira - Ministra moçambicana, Luísa Diogo, enalteceu ontem (Domingo) a participação activa da mulher nos vários desafios que o país enfrenta.

Ela falava no Bairro da Maxaquene, arredores em Maputo, num comício alusivo as festividades dos 35 anos da fundação da Organização da Mulher Moçambicana (OMM), braço feminino da FRELIMO, partido no poder.

Segundo Diogo, desde o período da luta armada (1962 - 1974) movida pela Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) contra o regimecolonial português, as mulheres moçambicanas deram o seu contributo valioso pela causa da nação.

Nessa linha, a governante destacou o contributo das 25 mulheres jovens integradas nas fileiras da FRELIMO em 1967, em Tunduro, Tanzânia, onde beneficiaram de formação militar.

“Depois dos treinos, essas mulheres não só dispararam armas, mas também participaram na educação, saúde, mobilização da população de Rovuma ao Maputo para se unir pelo objectivo comum de libertar o povo da dominação colonial”,afirmou Luísa Diogo. “O destacamento feminino cresceu o suficiente para, em 1973, culminar com a formação da OMM. Esta é fruto do processo da libertação do país. A FRELIMO lutou com homens e mulheres que tinha a sua disposição para libertar o país”, enfatizou ela.

O papel da mulher mudou depois da independência do país proclamada em 1975, pois estas passaram a se envolver activamente nas áreas da Agricultura, Saúde, Educação, Defesa e Segurança, entre outras actividades, incluindo a política.

A Primeira-Ministra considera que os passos alcançados em cada um desses sectores são encorajadores.Ao nível da Educação, por exemplo, aumentou consideravelmente a participação feminina, incluindo naquelas províncias onde as disparidades eram gritantes há alguns anos.

Contudo, nas áreas da Saúde, Luísa Diogo disse que apesar de se registarem grandes avanços nos programas de vacinação e na saúde reprodutiva, ainda são muito preocupantes os elevados índices de partos complicados e da mortalidade materno-infantil.

Igualmente, ela disse haver um desafio enorme no tocante ao combate ao HIV/SIDA porque as mulheres são a maioria da população infectada por esta pandemia.

“É preciso trabalharmos mais. Sermos continuadores dos ideais daquelas 25 mulheres”, disse ela, enfatizando o desafio das mulheres, mães e profissionais, trabalharem cada vez mais para a educação das suas filhas visando as garantir um futuro melhor.
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