Reclamações dos Madjermanes são novas - diz Ministra
Maputo, 19 Mar 08 (AIM) – A Ministra do Trabalho, Helena Taipo, esteve ontem diante da Comissão de Petições da Assembleia da República (AR) para prestar esclarecimentos sobre algumas das questões submetidas àquela Comissão, em particular as apresentadas pela ATMA, Associação dos Trabalhadores Moçambicanos na Alemanha, dissidentes do Fórum dos “Madjermanes”.
Segundo Taipo, as petições submetidas pelos extrabalhadores da antiga República Democrática Alemã (RDA) não trazem problemas novos e as reclamações estão fora do âmbito de intervenção do governo.
“Daquilo que são as inquietações dos ex-trabalhadores da antiga Alemanha do Leste, a Assembleia da República já adoptou a resolução 11/2003, de 8 de Maio, para resolver o diferendo entre o governo e os “madjermanes”. Para nós o assunto está encerrado”, disse ela.
A petição apresentada pela ATMA inclui entre váriospontos, a que a Ministra não quis se referir, a contestação da liderança de Alberto Muhuaie ao Fórum e a sugestão de sua destituição. “Tem que haver mecanismos próprios de destituição de um certo líder, a criação de uma associação dissidente do fórum não parece a solução para os problemas dos “madjermanes”, disse Taipo.
Outras petições apresentadas provém de empresas, maioritariamente do sector privado e assentam em problemas de natureza interna, ou seja, relacionamento entre o patronato e os empregados. “O governo não pode intervir em conflitos internos de uma dada empresa. Usando dos mecanismos internos adequados, esses problemas podem ser resolvidos”, reiterou Taipo.
Ao todo, são cerca de 16 mil antigos trabalhadores moçambicanos na extinta RDA que, semana passada, prometeram nunca desistir de reclamar ao governo moçambicano as compensações pelo trabalho na Europa a que dizem ter direito.
Na mesma altura ocupavam a sede do Ministério do Trabalho, em Maputo, naquela que foi a última de uma história de manifestações perpetradas pelos “madjermanes” desde que regressaram ao país, no início da década de 1990.
No seio do Fórum dos madjermanes reina um ambiente de discórdia, com alguns membros a se acusarem entre si de estarem envolvidos em esquemas obscuros com o governo visando manipular os interesses do grupo. A ATMA ganhou protagonismo no seio dos “madjermanes” em resultado dessas discórdias e contestação da liderança de Alberto Muhuaie.O governo veio a público dizer várias vezes que com a implementação da Resolução do Parlamento, o dossier “Madjermane” estava encerrado mas as sucessivas manifestações, invasões a instituições e as insistentes exigências não deixa vislumbrar um fim visível da contenda entre os 16 mil trabalhadores e o governo.
“Daquilo que são as inquietações dos ex-trabalhadores da antiga Alemanha do Leste, a Assembleia da República já adoptou a resolução 11/2003, de 8 de Maio, para resolver o diferendo entre o governo e os “madjermanes”. Para nós o assunto está encerrado”, disse ela.
A petição apresentada pela ATMA inclui entre váriospontos, a que a Ministra não quis se referir, a contestação da liderança de Alberto Muhuaie ao Fórum e a sugestão de sua destituição. “Tem que haver mecanismos próprios de destituição de um certo líder, a criação de uma associação dissidente do fórum não parece a solução para os problemas dos “madjermanes”, disse Taipo.
Outras petições apresentadas provém de empresas, maioritariamente do sector privado e assentam em problemas de natureza interna, ou seja, relacionamento entre o patronato e os empregados. “O governo não pode intervir em conflitos internos de uma dada empresa. Usando dos mecanismos internos adequados, esses problemas podem ser resolvidos”, reiterou Taipo.
Ao todo, são cerca de 16 mil antigos trabalhadores moçambicanos na extinta RDA que, semana passada, prometeram nunca desistir de reclamar ao governo moçambicano as compensações pelo trabalho na Europa a que dizem ter direito.
Na mesma altura ocupavam a sede do Ministério do Trabalho, em Maputo, naquela que foi a última de uma história de manifestações perpetradas pelos “madjermanes” desde que regressaram ao país, no início da década de 1990.
No seio do Fórum dos madjermanes reina um ambiente de discórdia, com alguns membros a se acusarem entre si de estarem envolvidos em esquemas obscuros com o governo visando manipular os interesses do grupo. A ATMA ganhou protagonismo no seio dos “madjermanes” em resultado dessas discórdias e contestação da liderança de Alberto Muhuaie.O governo veio a público dizer várias vezes que com a implementação da Resolução do Parlamento, o dossier “Madjermane” estava encerrado mas as sucessivas manifestações, invasões a instituições e as insistentes exigências não deixa vislumbrar um fim visível da contenda entre os 16 mil trabalhadores e o governo.

