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Adoptados novos Fármacos no tratamento da TB Pediátrico

Adoptados novos Fármacos no tratamento da TB Pediátrico

O Ministério moçambicano da Saúde (MISAU) introduziu formulações favoráveis ao tratamento da tuberculose pediátrica nas várias unidades sanitárias do país, visando melhorar a eficiência dos cuidados prestados aos menores que padecem da doença.

Trata-se de quatro doses fixas e combinadas (rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambitol), comprimidos que, ao contrário do que acontecia anteriormente, são dissolvidos em água em um espaço de poucos segundos, permitindo um consumo fácil às crianças. 
As novas formas de tratamento, segundo a Ministra da Saúde, Nazira Abdula, que oficiou o seu lançamento, são seguros, acessíveis, amigos da criança (sabor a fruta) e estão nas doses recomendadas, assim como internacionalmente aceites e estão disponíveis nas unidades sanitárias.
Ao introduzirmos as novas formulações para o tratamento da tuberculose no país, fazemo-lo conscientes de que o uso dos medicamentos certos nas doses correctas aumentarão a aderência e salvarão vidas”, disse Abdula.
A titular da pasta da saúde disse, por outro lado, ser um passo na melhoria do tratamento e da sobrevivência infantil bem como na diminuição da propagação da tuberculose resistente aos medicamentos, em particular nas crianças.
Queremos reiterar que, de agora em diante, as nossas crianças padecendo de tuberculose serão tratadas com medicamentos não só amigos da criança (sabor a fruta), mas também amigos dos cuidadores, papás e mamãs, pelo que devemos participar de forma activa na administração destes medicamentos, disse.
A ministra apontou, a título de exemplo, que a tuberculose constitui uma das principais causas da doença e morte, todos os anos, dos cerca de 10 milhões de casos esperados, dos quais pelo menos um milhão em crianças e, outras 140 mil morrem. Aliás, cerca de 400 menores, à escala mundial, morrem diariamente vítimas da patologia.
A Representante da Organização Mundial da Saúde, Djamila Cabral, disse que a OMS e todos os parceiros continuarão sempre disponíveis para apoiar o MISAU no combate a tuberculose pediátrica.
Cabral afirmou que os esforços mundiais desde o ano 2000 salvaram mais de 53 milhões de pessoas que teriam perecido de tuberculose. No mesmo período, a mortalidade pela doença reduziu em 37 por cento. 
Isso só nos pode deixar optimistas quanto a nossa capacidade de fazer face a esse desafio. No entanto, a tuberculose continua a ser um problema de saúde pública importante no mundo inteiro, disse Cabral, apontando a necessidade de esforços redobrados, para alcançar a meta de acabar com a doença até 2030, no quadro dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
A fonte renovou os apelos no sentido de maior capacidade de diagnóstico, porquanto apenas 60 por cento são detectados mundialmente, e os restantes 40 por cento ainda por encontrar, daí que os esforços devem ser feitos para tratar melhor a doença.
Neste contexto, segundo Cabral, o tratamento da tuberculose infantil é um dos pontos que precisa ser melhorado, porque a tuberculose nas crianças é mais difícil de diagnosticar, mas é tratável e a partir de hoje o país está em melhores condições de salvar a vida das crianças contaminadas com a doença. 
Na ocasião, a representante da OMS encorajou os profissionais de saúde que lidam com a doença a dedicarem uma atenção especial as crianças, diagnosticar, tratar e apoiar as famílias para que o tratamento seja um sucesso.