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Holanda poderá retomar apoio directo ao orçamento

Holanda poderá retomar apoio directo ao orçamento

O Ministro Holandês dos Negócios Estrangeiros, Bert Koenders, afirma que as próximas duas semanas serão determinantes para o seu país decidir sobre o reinício ou não, ainda este ano, do apoio directo ao orçamento do Estado moçambicano.

Falando a jornalistas na cidade de Haia, no final de um encontro mantido com o presidente moçambicano, Filipe Nyusi, que hoje iniciou uma visita oficial de três dias a Holanda, Koenders disse acreditar numa decisão positiva, a avaliar pelas notícias encorajadoras que tem estado a receber sobre Moçambique, quer em relação as dívidas quer no que concerne ao processo da paz.
“O apoio directo ao orçamento é algo que pode acontecer a breve trecho, porque como sabeis temos muito boas relações com Moçambique e as noticias que temos recebido sobre a evolução da situação no país são muito positivas”, disse Koenders, sublinhando a importância da recepção do relatório da auditoria independente da empresa contratada para apurar os contornos da dívida que levou os parceiros de cooperação a suspenderem o apoio directo ao orçamento.
“Nós entendemos que o processo (de auditoria) está a ser bem encaminhado. Por isso, estamos a trabalhar para retomar a cooperação governo-governo”, explicou.
Sobre as conversações com o presidente moçambicano, Koenders disse que ambos abordaram a questão das pequenas e médias empresas devido ao seu elevado potencial para a geração de emprego e, consequentemente, a inclusão económica, para além de projectos tais como de transformação do gás de Rovuma em combustível líquido (GTL) a ser implementando pela multinacional anglo-holandesa Shell.
“Estamos a trabalhar em muitos projectos tais como o do GTL, portos e logística marítima, resiliência às mudanças climáticas, agricultura e estamos também a tratar do reinício do apoio à área da saúde em Moçambique ”, afirmou o diplomata holandês. 
Por sua vez, o ministro moçambicano dos negócios estrangeiros e cooperação, Oldemiro Baloi, disse que “enquanto estivermos com ajuda económica financeira suspensa, há países como a Holanda que, por vias indirectas, nomeadamente ONG’s, vão libertando alguns meios que designamos de medidas paliativas pois o normal é a relação fluir entre os Estados sem intermediários dessa natureza embora se reconheça o papel complementar que essas organizações desempenham”.
Além do encontro com o ministro dos negócios estrangeiros da Holanda, o Presidente Nyusi visitou, ainda hoje, um estaleiro naval em Roterdão, escalou o centro de tecnologia da Shell, em Amsterdão, e reuniu com cerca de 50 empresários moçambicanos que integram a sua comitiva.
(AIM)