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Marfim foi roubado na província do Niassa

Marfim foi roubado na província do Niassa

Parte das três toneladas do marfim apreendido no mês passado no Porto de Maputo foi roubada nos armazéns da direcção provincial de Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, e do Serviço de Investigação Criminal (SERNIC), ambos com na cidade de Lichinga, no Niassa.

O relatório da perícia elaborado pela Administração Nacional das Áreas de Conservação ao produto apreendido a 12 de Abril último pela Autoridade Tributária indica que o marfim em causa havia sido roubado naqueles armazéns entre Abril de 2016 e Abril de 2017, num toral de 813 quilogramas. Parte do referido marfim já tinha sido confiscado no Cambodja, em data anterior aos roubos em Lichinga.

As outras quantidades de marfim, de acordo com o laudo pericial, são provenientes dos serviços distritais de Actividades Económicas de vários distritos da província do Niassa, com realce para Majune e Maúa, estando as pontas identificadas com os nomes dos respectivos distritos.

A parte restante, não identificada, é provavelmente proveniente de outros pontos da província do Niassa e até de outras províncias como Gaza e Maputo.

Entretanto, a ANAC refere que o número de elefantes abatidos deduzidos a partir de quantidades (867 pontas) e peso total (3.354,2 kg) é de 400 animais. De acordo com esta entidade, o cálculo do número de elefantes abatidos para obter os 3.354,2 kg de marfim é baseado no peso de cada ponta por elefante.

Apenas uma pequena proporção (cerca de 10 por cento) era constituída por peças resultantes de corte de pontas ou dentes completos.