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Moçambicanos devem ter paciência e ser optimistas

Moçambicanos devem ter paciência e ser optimistas

O académico Ismael Mussa congratula o Presidente da República, Filipe Nyusi, e o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, pelo entendimento alcançado na busca da paz efectiva em Moçambique.

Uma proposta de revisão pontual da Constituição, visando acomodar tais consensos, já foi submetida à Assembleia da República para deliberação.

Mussa considera ser esta uma lufada de ar fresco neste processo que é aguardado com ansiedade pelos moçambicanos e diz ser justo que as entidades políticas alcancem estes consensos, mas que cabe à Assembleia da República promover o debate e introduzir as emendas necessárias para acomodar as pretensões alcançadas.

De acordo com Ismael Mussa, foi ultrapassado o braço de ferro em relação às matérias relativas à descentralização, mas recorda que o entendimento político não é definitivo, pois cabe ao Parlamento acomodar esta questão em forma de lei, devendo os moçambicanos aguardar serenos pela aprovação da proposta.

Sobre o papel dos partidos políticos, organizações da sociedade civil e outras entidades que acompanham este processo, disse ser importante assumir o papel de esclarecer o povo para que não haja alarme.

Segundo afirmou a fonte, vai depender da própria Assembleia sobre o caminho a seguir, pois se definir que deve haver ou não referendo para decidir sobre a matéria assim vai acontecer, e considera que ainda há muito espaço para a sociedade civil participar no debate sobre a descentralização.

“Nem tudo vai ser cumprido nestas eleições e precisamos de dar o voto de confiança à Assembleia da República, e devemos ser optimistas e não negativista. Temos que caminhar para o voto directo dos governadores, mas mesmo com esta proposta de voto indirecto é um modelo democrático e em nenhum momento foi posta em causa a democracia, embora, pessoalmente, acho que os governadores deveriam sair de uma eleição directa”, disse Ismael Mussa, para quem a Assembleia da República devia antecipar a sessão, de modo a permitir o debate desta questão da descentralização.

Na sua opinião, depois deste ponto sobre a descentralização fica a questão militar que deve avançar rapidamente, porque só assim o povo ficaria a ganhar com a solução definitiva do problema e considera que até agora foi dado um grande e importante passo.

“Este acordo é muito importante e tudo indica que estamos a entrar na normalidade e com o desarmamento da Renamo teremos um único Exército e Polícia e muito mais, somente precisamos de ter paciência e tudo vai depender do parlamento”, considerou a nossa fonte.