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Parlamento lamenta falta de meios na luta contra crimes ambientais

Parlamento lamenta falta de meios na luta contra crimes ambientais

O Estado moçambicano precisa de mobilizar mais recursos humanos e materiais para o combate aos crimes ambientais, nomeadamente a caça furtiva e a pesca ilegal, considera a Comissão de Agricultura, Economia e Ambiente da Assembleia da República.

"A falta de meios técnicos, científicos e humanos condiciona o controlo e gestão dos nossos recursos naturais", disse hoje em Maputo o presidente da comissão, Francisco Mucanheia.

Mucanheia deu o panorama sobre o combate aos crimes ambientais em Moçambique, quando falava perante uma delegação da Fundação Internacional para a Conservação da Biodiversidade.

Francisco Mucanheia apontou a caça furtiva e a pesca ilegal como grandes desafios que impõem o apetrechamento das instituições do Estado.

"O grande desafio que nós temos é mesmo a proteção dos nossos recursos face à apetência dos caçadores furtivos e à pesca ilegal", frisou.

O país, prosseguiu, conta com uma abundante fauna e flora e uma longa costa.

Francisco Mucanheia assinalou que, ao nível legislativo, o país deu importantes passos para a adoção de leis de combate aos crimes ambientais, incluindo a criminalização de delitos que anteriormente eram apenas passíveis de sanções civis.

A diretora de Programas da Fundação Internacional para a Conservação da Biodiversidade, Carolyn Weis, congratulou-se com o facto de o país ter aprovado leis mais eficazes contra os crimes ambientais, salientando a necessidade de colaboração internacional contra este tipo de infrações.

"Esta é uma área que tem alguns desafios, mas o parlamento tem-se posicionado para a melhoria da capacidade de combate aos crimes ambientais", declarou Carloyn Weis.